CASO ANNA, delegado apreende dois revólveres que podem ter sido usados no homicídio e encerra inquérito

“Podemos concluir as Investigações com autores presos, motivação determinada e as armas utilizadas no crime”.

Duas armas foram apreendidas e podem tre sido usadas no assassinato da trans Anna

No final da tarde desta terça-feira, 21, na cidade de Marataízes/ES, a equipe da 9°Delegacia Regional de Itapemirim, sob o comando do Dr. Djalma Pereira Lemos, em cumprimento ao mandado Judicial de Busca e Apreensão Domiciliar, apreendeu duas armas de fogo, tipo revólveres Cal. 38 e munições, concluindo assim o inquérito que investiga o assassinato da transexual Anna Maria Max de Souza.

Segundo apurações do delegado Dr. Djalma Lemos as armas apreendidas são suspeitas de serem as mesmas utilizadas no crime, os objetos serão encaminhados à perícia técnica da Polícia Civil do Espírito Santo.

A operação ANNA iniciou no dia 02/05/2022 e resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, convertidas em prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão domiciliar, em dois Estados, contando com a participação das Guardas municipais de Itapemirim e Marataízes, e equipe da PCRJ.

As prisões

No dia 23 de maio,  em cumprimento de mandado de prisão na Operação Anna, aproveitando o ponto facultativo das equipes comandada pelo delegado, chefe da investigação, em parceria com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (CORE) contando com o apoio da Guarda Municipal de Itapemirim e de Marataízes, o delegado efetuou a prisão de três dos cinco acusados pelo crime. Um deles foi detido em Araruama, região dos Lagos do Rio de Janeiro. Dois em Marataízes e um em Iriri. Ao todo são cinco investigados.

De acordo com o delegado Djalma, Anna foi levada pelos assassinos ao local do crime, uma área de invasão, onde vêm ocorrendo vários crime, lá ela foi alvo de vários disparos de arma de fogo, abandonada sem documentos e identificação, depois através de depoimentos de várias testemunhas e familiares foi identificado o veículo utilizado pelos suspeitos e que levou Anna ao local.

O delegado relatou ao jornal que, o dia do crime, Anna ligou para uma pessoa da família e contou que estava saindo com pessoas suspeitas e que estava com medo de ser morta. De fato, foi o último passeio dela, acabou executada a tiros e abandonada no meio do mato no Maraguá. Anna estava morando em uma pousada em Anchieta quando saiu de Camioneta com destino a Itapemirim.

Com os indícios da autoria e da materialidade dos fatos, o delegado representou na justiça pedindo a prisão temporária dos investigados e o juiz concedeu. A equipe do Core do Rio de Janeiro cumpriu um mandado em Araruama e os outros três foram detidos, um em Iriri e dois em Marataízes.  

O quinto indiciado, acusado de ter atirado encontra-se foragido no Rio de Janeiro, mas a polícia espera prendê-lo nas próximas horas. “Em continuidade a Operação Anna estamos nos deslocando para o Rio de Janeiro para conduzir o nacional que lá se encontra preso”.

Sobre a motivação Djalma chegou à conclusão de que, o fato de Anna ter testemunhado o assassinato na Ilha do Gambá fez com familiares do assassino já preso, premeditasse a morte Anna, pois assim, silenciaria ela para sempre. O delegado também investiga um homem que estava apaixonado por Ana, que, estaria sendo coagido pelo pais que não queriam o romance entre a trans e o filho. Este é um outro capítulo para este crime também investigado pela polícia.  

O crime

Uma execução clara contra a transexual Anna Souza, assim conhecida em Piúma. O assassinato ocorreu por volta das 2h30 da madrugada do dia 02 de maio, no bairro Maraguá, em Itapemirim, divisa com Piúma.

Segundo informações levantadas com a Polícia Civil – PC de Itapemirim, um homem em uma camioneta branca passou e atirou contra Anna três vezes, atingindo-a com um tiro no pescoço e dois no peito e ela morreu na hora.

Anne era o nome social, mas segundo uma pessoa que a conheceu, fora registrada no cartório como Gabriel, a família dela é do Nordeste, embora a transexual vivesse em Piúma e sempre estava viajando para o Rio de Janeiro com bastante frequência.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, tudo indica que Anna foi executada porque fora testemunha chave de um assassinato ocorrido na Ilha do Gambá, em Piúma, há algum tempo. E, o homem que teria cometido o homicídio na Ilha, teria feito porque a transexual levou a vítima para o local.

O caso será investigado pela Delegacia de Itapemirim, sob o comando do delegado chefe dr. Djalma Pereira Lemos.  

Anna amava cantar e tinha uma voz linda, estava feliz, porque há pouco mais de um mês conseguiu realizar o sonho do registro com o nome social. Ela sofria com depressão e segundo um amigo que não quer se identificar um ex-namorado estava ameaçando-a, porque tinha muitos ciúmas dela.

A Polícia Militar – PM esteve no local do crime, isolou a área e acionou a Perícia da Polícia Civil – PC que esteve no Maraguá, periciou o cadáver, o recolheu e conduziu ao Serviço Médico Legal – SML de Cachoeiro de Itapemirim para a realização da necropsia.

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