“Prejuízos físicos e mentais em pessoas que sofreram abuso sexual”

Esse  ainda é um tema considerado TABU em nossa sociedade e também no coração da maioria das pessoas que já foram abusadas, sejam homens ou mulheres

O silêncio da criança se perdura na vida adulta, quando as sombras dessa dor podem  ser reveladas através de alguns sintomas físicos, emocionais e também comportamentais.
Medo, insegurança, baixa autoestima, negação do feminino, culpa constante, obesidade, distúrbios alimentares, timidez, expansividade exacerbada, agressividade, problemas sexuais, preferências sexuais e até mesmo o possível ato de também abusar ou invadir outras pessoas. Tudo isso é feito de forma “inconsciente” ou “consciente”.
Seja quem passou por esse trauma de forma única e isolada ou duradoura e repetitiva, por moléstia ou vias de fato; abuso realizado por outras crianças, adolescentes ou adultos, enfim, todo e qualquer tipo de abuso são igualmente traumatizantes.

Sofrer abuso pode gerar na vítima marcas, feridas sangrentas na alma e no corpo para sempre e, certamente, ela terá que conviver diariamente com as lembranças e suas consequências.

Eu, Gizele, aos sete e aos doze anos de idade passei por essa experiência que me trouxe alguns danos e também aprendizados.
No meu caso, fui “molestada”! Recentemente nossa constituição mudou, considerando que todo e qualquer ato nessa categoria, é considerado violência sexual.
Infelizmente uma boa parte da minha família foi marcada por esse mesmo trauma, independente de onde cada uma cresceu e viveu, o abuso sempre esteve presente, era frequente os relacionamentos fracassados, abusivos, gestações não planejadas e problemas de saúde, principalmente, nos órgãos correspondentes ao trauma. Problemas no útero, órgão genital, bloqueios ou dependências sexuais, camadas protetivas de gordura no corpo para que escondesse as curvas femininas e atraentes de uma mulher. Escolhas de roupas mais largas e cores neutras para que passasse desapercebido pelos “possíveis predadores”, que podiam ser do sexo oposto ou do mesmo sexo. Lembro também de ter brincadeiras agressivas, principalmente, com os “meninos”.
O hábito de não perceber o “limite” entre você e o outro pode causar “invasões” relacionais inconscientes ou até mesmo o extremo oposto, isolar-se num território seguro e evitar viver a vida, não sair e não deixar ninguém entrar, pois isso pode trazer releituras indesejadas e apenas a sensação de desproteção pode ser fatal. É extremamente importante incentivarmos o abusado a *falar, se tratar, se conhecer e se libertar* das culpas de um feito que nunca foi do abusado.

“NO PRÓXIMO TEXTO, FALAREI SOBRE A CORAGEM DE DENUNCIAR E SE LIBERTAR DA CULPA.”

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