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POLÍTICA: Juninho Corrêa sinaliza saída do PL após divergência com Magno Malta

Pré-candidato a prefeito de Cachoeiro quer ampliar leque de aliança, enquanto senador acha que partido está melhor sozinho; PP surge como alternativa para filiação do vereador.

– Foto Divulgação

Autodeclarado pré-candidato a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, o vereador José Carlos Corrêa Cardoso Júnior está imerso em um turbilhão partidário. Bolsonarista como ninguém duvida, tem encontrado resistência dentro do Partido Liberal (PL), para seguir com sua estratégia eleitoral e pode ter que mudar de partido.

O obstáculo no PL é imenso: o senador Magno Malta. Presidente do partido no Espírito Santo, ele quer que a sigla caminhe sozinha, ou com restritas companhias, nas eleições em Cachoeiro de Itapemirim. Enquanto o parlamentar tenta ampliar o arco de alianças.

As diferenças de pensamento foram tantas e tão grandes que a relação entre os dois esfriou. O vereador perde acesso ao senador, que se irrita a cada aparição de Corrêa com integrantes de outros partidos.

Recentemente quando Juninho se encontrou com o presidente do MDB, recebeu mensagens indignadas do tesoureiro estadual do PL, que depois não o recebeu mais pessoalmente. Quem conta é o próprio Junior, em nota oficial publicada nesta quinta-feira (8).

O vereador conta que diante de “tantas dúvidas incertezas”, se reuniu com “atores políticos importantes da cidade para discutir o futuro das eleições de Cachoeiro de Itapemirim em 2024”. Não diz quem são esses atores.

Enquanto isso, nos bastidores, circulam informações de que o PP, do deputado estadual Theodorico Ferraço, poderia ser seu destino. Na postagem da nota oficial, a ex-vereadora Renata Fiório reforça o convite. “Vamos caminhar. Venha para o PP e vamos salvar a cidade”, conclama.

A reportagem fez contato com o vereador para perguntar se realmente está de saída do PL, se a decisão é irreversível e se o PP pode se tornar seu novo partido. No entanto, para cada indagação, a resposta foi sempre a mesma: “aquela é minha fala por hora”, “por enquanto, o que está na nota”.

A referida nota está publicada na íntegra, ao final desta matéria.

Íntegra da nota

É de conhecimento de toda a população cachoeirense os meus posicionamentos político-ideológicos e partidários proferidos e defendidos na Tribuna da Câmara de Cachoeiro ou em minhas redes sociais. Busquei sempre, acima de todo ser fiel aos meus princípios e crenças sem ofender a quem pensa diferente. Contudo, politicamente, os posicionamentos tem um poder natural de nos afastar ou aproximar de pessoas segundo os ideais e pautas políticas. Tal foto é natural, que ninguém acha ou achou estranho o fato de eu ter ido a Brasília e feito uma visita ao gabinete do ex-presidente Bolsonaro e não ao presidente Lula.

Assim como, em janeiro de 2021, eu mais os outros dois vereadores eleitos pelo PL a época e o então presidente municipal Vasni fomos ao encontro de Magno Malta para agradecê-lo pela acolhida no partido para disputarmos a eleição municipal de 2020. A partir dali começou de fato minha história no PL, a quem eu dei minha fidelidade inclusive, vindo candidato o deputado federal, em 2022, e entregando quase 40 mil votos para a legenda, sendo o segundo mais votado no partido. Mas, como era de conhecimento geral nos bastidores, minha meta enquanto político sempre foi chegar ao Palácio Bernardino Monteiro. E assim procedi, com transparência e muito diálogo. Porém, alguns fatos se sucederam a partir de seis meses passados que eu tive que gerenciar e resolvê-los com paciência e resiliência. Mas, desde dezembro, o diálogo com o senador Magno Malta tem ficado mais escasso e complicado. Suo crença em que o PL caminhe sozinho ou com poucas composições nas eleições, tornaram os diálogos difíceis e escassos.

Até que nesse mês de janeiro eu liguei para o senador para uma converso pessoal, e ele me falou que estava chegando de viagem dos EUA e na chegada me avisaria para conversarmos; o que não ocorreu. Uma simples foto de uma converso com o presidente municipal do MDB fez com que o tesoureiro estadual do partido, Pastor Carlos Salvador, me indagasse no WhatsApp e quando eu pedi paro conversarmos pessoalmente houve uma expectativa de retorno que não aconteceu. Em torno a tantas dúvidas e incertezas, eu me reuni com atores políticos importantes da cidade para discutir o futuro das eleições de Cachoeiro de Itapemirim em 2024 e estamos reavaliando algumas ações e decisões. No mais, me coloquei, como sempre fiz a serviço de Cachoeiro e dos cachoeirenses. Nossa cidade merece e precisa de futuros melhores. E eu quero estar ao lado deste futuro próspero.

Cachoeiro de Itapemirim, 08 de fevereiro de 2024 Júnior Corrêa Vereador PL.

fONTE: Fato/ foto: Divulgação

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