“O cachorro sempre avançava quando a gente passava ali”…

Diogo contou que chutou e matou o cachorro porque o cão mordeu a perna dele e avançava sempre

O vigilante Diogo Souza aceitou conversar com a Reortagem ainda na Delegacia da Polícia Civil – PC em Piúma e contar a versão dele para o crime de maus tratos que cometeu contra o cachorro que matou na noite desta quinta-feira, 08, no bairro Niterói, em Piúma. O caso viralizou nas redes sociais. Muitas pessoas o acusam de ser cruel, covarde e monstro. Outros defendem.

Diogo disse que não foi a primeira vez que o cachorro avançou nele, na esposa e na sogra. Na verdade, o cão tem dono, mas vivia solto na rua, segundo ele. “O cachorro não avançava só em mim, avançava em outras pessoas também. Eu já havia pedido antes para eles prenderem o animal. Até que em algum tempo eles prenderam, mas ultimamente, o cão voltou a ficar na rua, querendo ou não, o cachorro tomou ranço, as pessoas tacam pedra nele”, disse.

O vigilante frisou que não foi a primeira vez que o cachorro avançou na esposa dele e na filha, outro dia ele estava a espera da mulher dele na escadaria quando o cão correu atrás dela latindo, ela jogou uma pedra para assustá-lo e saiu correndo. “O cachorro sempre avançava quando a gente passava ali. Ontem, minha sogra desceu para levar minha filha à escola por volta das 13h00 e o cachorro avançou nela. Na volta, ela falou com a dona Leopoldina: ‘Leopoldina, prende seu cachorro que a gente passa aqui ele está avançando. E ela falou que ele só mordia bandido e traficante. O filho de dona Leopoldina ainda disse a minha sogra: ‘ah, ele não morde não, dá um chute nele que ele sai correndo’. Mais tarde, fui buscar minha esposa na farmácia – serviço dela, eu não fui pelo asfalto, fui pela escada que é mais rápido. Nós estávamos conversando e o cachorro veio para avançar nela, era umas 21h30, não havia quase nem uma alma penada na rua. O cachorro veio para avançar latindo. Eu botei o pé na frente e dei um chute nele, mas ele não correu, ele veio pra cima (olha aqui) e me mordeu. Na hora da raiva, eu sou um cara pavio curto, eu não pensei duas vezes, sai chutando o cachorro até ele parar numa varanda, dei uns três chutes nele, como ele é um cachorro porte médio, estava velho e magro, os três chutes o atordoou, ainda no impulso dei mais dois pisão na cabeça dele, contra o chão, acho que ai ele morreu. Eu peguei pela pata e joguei lá na rua, entendeu? Na hora as pessoas ouviram a gritaria saíram para ver o que era, só viram eu batendo no cachorro e jogando ele na rua. O pessoal achou que eu fiz covardia com ele, mas ele já tinha avançado na gente outras vezes, eu já tinha pedido. Ele tem dono, não era cachorro de rua”, explicou.

Diogo disse que muitas pessoas estão chamando ele de covarde e monstro, mas riam quando eles passavam e o cachorro avançava. “Ah, ele foi covarde, fui, mas eu estava defendendo minha esposa. Eu não usei pedra e nem pau, eu chutei o cachorro. Outro dia ele quase mordeu a minha filha e eu taquei pedra nele, as pessoas ficaram rindo, mas quando aconteceu, a gente é ruim, a gente é monstro”.

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