Mãe e filho representando Marataízes tentam mundial de Jiu Jitsu na Argentina, amanhã

Aos 40 anos e mãe de dois filhos, a professora Mariângela Carvalho e seu filho Pedro Lucas, de 10 anos, tentam Mundial na Argentina

A lutadora de Jiu Jitsu, Mariângela Carvalho, de 40 anos, e seu filho Pedro Lucas, de 10 anos, viajaram nesta quarta-feira (6), onde lutam neste sábado, dia (9), no mundial “Argentina Open Sport” que acontece nos dias 08, 09 e 10 de novembro, em Buenos Aires. Este ano o vento comemora sua 10ª edição no parque Chacabuco.

Segundo a lutadora, que trabalha como professora na rede pública de ensino em Marataízes há 11 anos, ela está confiante e diz que está realizando dois grandes sonhos, o de estar participando, e o de levar o filho a participar do primeiro mundial fora do Brasil.

“Independente do resultado estou muito satisfeita em participar deste mundial na Argentina, muitos queriam estar em nosso lugar. Já está sendo uma grande conquista, estamos representando nosso município e vou compartilhar este momento com meu filho. Será o começo de um dos grandes sonhos de nossas vidas. Confio nele e sei que ele tem potencial para esta disputa. Estamos preparados para o desafio”, afirmou Mariângela Carvalho.

Sobre as dificuldades, Mariângela revela que não teve nenhum patrocínio para participar do evento, mas que carrega em sua bagagem de vida uma filosofia.

“Sou da filosofia de que sempre irei tentar e nunca desistir. Pretendo seguir mais neste sonho, mesmo com as dificuldades, não tenho patrocínio, então, as dificuldades são enormes, mas fui economizando um pouquinho aqui outro ali e tudo deu certo. Comecei a me organizar para este mundial há cerca de um ano e meio, mesmo assim quase deu errado, devido o voo que foi cancelado, mas conseguir antecipar”, comentou.

Mariângela revela que começou a gostar de Jiu Jitsu quando levou seu filho na academia. “Eu comecei por causa do meu filho Pedro Lucas. Eu o levei no projeto e na primeira aula, o mestre me convidou para uma aula experimental, isso foi em outubro de 2016, e estou lá fazendo aula experimental até hoje. Já fez três anos agora. A cada dia vou experimentando”, brincou.

“Lugar de mãe é na academia”, disse o filho de Mariângela, o Pedro Lucas, de apenas 10 anos de idade, que também disputará no mundial da Argentina.

“Estou muito ansioso, foram muitos treinos, estou muito focado. Independente do resultado do mundial na Argentina irei avançando, tentar cada vez mais me superar, este campeonato vai ser meu primeiro aprendizado a nível internacional. Como disse meu mestre, cada campeonato eu nunca perco, eu ganho experiência”, disse Pedro Lucas.

Pedro Lucas fala da sua fonte de inspiração. “Não é todo esportista que tem a mãe em um tatame e que também luta. A princípio isso parecia estranho, pois achava que fosse vergonhoso, só que ao passar do tempo adquiri ela como a minha fonte de inspiração. Muito legal Isso”, afirmou.

O pequeno grande Lucas, que em três anos lutando Jiu Jitsu já faturou oito medalhas, sendo uma nacional e outra mundial, agradeceu a sua mãe pela escolha ao esporte.

“Um caminho bom, ela me levou para o esporte, e com o Jiu Jitsu aprendi, sobretudo, a usar e testar a paciência. Eu era muito ansioso, ficava facilmente com raiva, depois fui me acalmando e me adaptando. Quero agradecer a minha mãe pelo sonho que ela está me realizando, pela oportunidade, pelos períodos em que pensei em desistir devido às dificuldades, mas ela sempre continuou me motivando, e sobre a competição, desejo muita sorte para ela”, desabafou Pedro Lucas.

Família no Tatame – A professora e lutadora de Jiu Jitsu Mariângela Carvalho, mãe de dois filhos, Pedro Lucas, de 10 anos, e Vitor Ezequiel, de 3 anos, todos na academia. Isso mesmo, também tem o Vitor Ezequiel que já frequenta a academia. A mãe informou que a academia utiliza o método pedagógico ao ensinar o Vitor, uma espécie de brincadeira, de o tipo brincar de cavalinho, de roda, de jogar pé, entre outras, pois o pequeno ainda não entende, por exemplo, o que é uma guarda ou uma montada.

A professora Mariângela Carvalho, ao longo dos anos enfrentou uma alta rotina de trabalho, principalmente, por conta da difícil tarefa de trabalhar com crianças, e foi no Jiu Jitsu que ela encontrou o resultado sem medicamento.

“A melhor coisa que tem é você viver e no Jiu Jitsu eu escolhi viver, se escolhesse diferente teria que enfrentar medicamentos, mas escolhi o esporte. Os problemas que eu tive, graças a Deus o meu remédio foi o Jiu Jitsu, e depois o meu mestre Leonardo Candeia, ele é a minha base, a equipe também é a minha base, se estou onde estou, tenho que agradecer primeiramente a Deus, meu mestre e a minha equipe que sempre esteve comigo me auxiliando”, finalizou Mariângela.

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