Procura-se acusado de chefiar rachid do PRP

Publicado em às 21:44.
Por Século Diário

Acusado de ”rachid” e ameaça não comparece a depoimento sobre o caso na Polícia Civil

Denunciado por prática de “rachid” e ameaça de morte contra o ex-servidor da Assembleia Legislativa Francisco Félix da Costa Neto, em agosto de 2017, o também ex-servidor e ex-coordenador do PRP, Marcus Alves,  não compareceu nessa semana à Delegacia Patrimonial para prestar depoimento sobre o caso, o que prorrogou o prazo até ele ser localizado.

Francisco Félix, a vítima, se recusa a falar sobre o assunto e demonstra preocupação com a demora da investigação porque o acusado desapareceu. Até o telefone celular Marcus deixou com um amigo, de nome Mário, que informou a Século Diário nessa quinta-feira (1), apenas que ele “foi viajar”, sem identificar o destino.

Acusado de ‘rachid’ e ameaça, exonerado da Casa Civil

Marcus foi denunciado ao presidente da Assembleia, deputado Érick Musso (MDB), que mandou abrir uma sindicância para apurar o caso. A vítima relatou ter sido forçado a dar parte do seu salário a Marcus, que também teria o obrigado a contrair empréstimo bancário para ficar com o dinheiro.

O ex-assessor parlamentar afirmou que repassava parte de seus rendimentos para Marcus Alves, que também atuou na Assembleia como assessor do deputado Dary Pagung (PRP).

Marcus estava lotado desde 2016 na Casa Civil do governo do Estado como assessor especial e foi exonerado depois da denúncia. O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial no dias 15 de agosto. Francisco Félix registrou um boletim de ocorrência contra ele no dia 11 do mesmo mês, afirmando ter sido ameaçado pelo ex-assessor.

“A tolerância à ilegalidade, à imoralidade e aos desvios de conduta e de dinheiro público, nesta Casa, é zero! Reuni a minha equipe no início desta semana com a chegada do novo diretor-geral, e esse foi o primeiro dos meus pedidos”, disse Musso, na ocasião.

O presidente da Assembleia também enviou um ofício à chefe do Ministério Público Estadual (MPES), procuradora Elda Spedo, ao chefe de Polícia Civil, e ao delegado Guilherme Daré, colocando-se à disposição para colaborar nas investigações, reiterando que desconhecia o fato.

‘Viajando’

Em contato com Século Diário na noite desta sexta-feira, Marcus Alves negou todas as acusações e disse a Século Diário que não compareu ao depoimento pois “seu advogado, Michel Farad, estava viajando”. Mas afirma que ele manteve contato com o delegado e, na próxima semana, irá “esclarecer toda essa calúnia”.

Sobre a sindicância aberta na Assembleia para apurar as denúncias, ele afirmou que foi arquivada e encaminhou a minuta de um documento assinado pela Mesa Diretora da Assembleia confirmando suas declarações.

Marcus Alves negou que tenha feito ameaça de morte ao Francisco Félix, creditando as denúncias à inveja de algumas pessoas, que prefere não citar o nome.

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