Pai estuprava a filha de 5 anos enquanto a mãe dormia e quando acordava com o choro, batia na menina

Publicado em às 10:23.
Por Luciana Maximo

O nome é fictício mas a história é real, será aqui chama da e Maria.

Uma história horrorosa, monstruosa, absurda, que parece surreal. Um enredo que mistura covardia, crueldade e dissimulação.  “Eu sou a única filha mulher no meio de seis filhos, com 5 pra seis anos lembro que minha mãe estava de resguardo do meu irmão mais novo. Então, na época, casa só com dois quartos, eu acredito que minha mãe não deixava eu dormir no mesmo quarto dos meus irmãos, então me colocava na mesma cama dela, com um neném que era meu irmão e o monstro do meu pai e ela. Tudo na mesma cama. Ele aproveitava que minha dormia e começava a enfiar o dedo na minha vagina, eu começava a chorar porque doía, meu pai passava cuspe e mandava eu parar de chorar…” (FOTO ILUSTRAÇÃO – internet)

A filha relembra os mínimos detalhes e deixa um recado as mães: prestem atenção nas suas filhas, nos seus filhos, o estuprador pode estar dormindo na sua cama e acordado a seu lado.

O jornal Espírito Santo Notícias noticiou nesta terça-feira, no site, a prisão de um homem de 69 anos, do bairro Nova Esperança, preso acusado de molestar uma menina de 4 anos.

Em seguida, um leitora entrou em contato denunciando outro homem acusado de molestar crianças no bairro Santa Rita, a polícia já foi avisada.

Dia seguinte, outra leitora entra em contato com o jornal para desabafar e contar a sua própria história. Ela nunca teve coragem de falar a mãe, sofreu o diabo com o pai, que hoje se encontra morto e para ela, um alívio. O pai a estuprava, ela tinha cinco anos, passava cuspe, mas ela chorava e a mãe batia nela.

A história de Maria não é nenhum enredo de novela das 20h00, é uma caso que aconteceu em Piúma. O Jornal traz à tona o desabafo dela porque amanhã, dia 18, é dia de combate à exploração sexual infanto-juvenil e tem muitas crianças sendo estupradas, molestadas, ameaçadas dentro de casa pelos próprios pais e padrastos, tios, quem devia protegê-las. Preste atenção nos seus filhos, não seja cúmplice de uma barbárie dessas para manter um casamento de aparência e mentira. No caso da mãe de Maria, ela preferiu não acreditar para segurar o marido dentro de casa até que a morte os separassem.

Carregado de emoções, o depoimento de Maria é de arrepiar, dá náuseas e indigna qualquer ser humano com um pouco de sensibilidade. Tome conta de seus filhos, dos sobrinhos, das crianças e adolescentes. A maior ameaça pode estar na sua cama!

É para revoltar um depoimento deste. “Lembro que uma noite, eu chorava muito e minha começou a me dá palmadas na bunda para eu parar de chorar e dormir”.

Maria disse que nunca teve coragem de falar pra ninguém essa história que envolve o pai. “Eu não sei porque, mas eu nunca tive coragem de falar isso pra ninguém. Observava que minha mãe sempre acreditava e confiava nele. Há 40 anos eu era uma criança bobinha, igual bicho do mato, mas cresci com isso na mente e no coração. Fui crescendo e fugia dele e odiava ele também”, contou.

Quando Maria já estava com 11 anos se mudaram de casa e o homem que se dizia pai fez o quarto dela por dentro do quarto dele alegando que era para ela não fugir quando arrumasse um namorado, “olha que canalha”.

“Uma vez minha mãe acordou na madrugada e viu ele tentando mexer comigo, por isso que digo: minha mãe no fundo sabia, mas queria um casamento até que a morte o separasse.”

Lembra a menina, hoje mulher, que a única atitude da mãe foi obriga-la a dormir de short. “Tem muita mãe igual a minha por ai. Minhas filhas, eu nunca deixei na casa da minha mãe com medo dele fazer a mesma coisa com elas”, afirmou.

Maria acredita que se contasse aos irmãos eles matariam o pai. “Eu acho que era por isso que nunca tive coragem de contar pra ninguém”. Mesma com esta infância marcada de dor e silêncio, Maria contou que nunca reclamou da vida. “Foi uma infância triste mas eu venci… Com 16 anos arrumei um namorado e sai de casa, fui morar com ele, ficamos 13 anos morando juntos, tivemos filhos. Esse homem começou a me maltratar e ainda com filhos pequenos o mandei embora e os criei  praticamente sozinha. Era um bom pai, mas não era um bom marido. Eu fiquei com medo de arrumar outro homem e colocar dentro de casa porque, eu tinha filhos pequenos. Eu mesmo me emociono com minha história, meus filhos são maravilhosos graças, a Deus”.

Atualmente Maria traz as lembranças dolorosas da infância, entretanto, deu a volta por cima.

Disque 100: saiba como denunciar casos de abuso e exploração sexual infantil

Vinculado à Secretaria de Direitos Humanos, o Disque 100 é um serviço que oferece proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Ele atua como meio de comunicação entre a população, que faz a denúncia, e o poder público, que tem a responsabilidade de apurar os fatos, proteger o menor e punir o criminoso.

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