UM HOMICÍDIO IN FAMÍLIA: pai dos cunhados é suspeito de matar a paulada lutador em Marataízes

O lutador queria ser internado, mas a família pagou a fiança de R$1 mil reais ontem na Delegacia de Itapemirim. Ele foi solto, quando voltava para pedir desculpas foi surpreendido e assassinado brutalmente

O lutador de Jiu-jitsu da Academia Mestre Rone Souza, Geovani Pereira Teixeira, conhecido por “Makita”, 33 anos foi assassinado a pauladas, por volta das 6h30 desta manhã de terça-feira, 26, no bairro Cidade Nova, em Marataízes.

De acordo com informações do delegado responsável pela Delegacia de Itapemirim, Dr. Djalma Lemos, o crime ocorreu in família. Geovane se desentendeu na tarde desta segunda-feira, 25 com dois cunhados por conta de uma dívida que estava sendo cobrada. No calor da discussão, os dois irmãos cunhados dele entraram em luta corporal e a Polícia Militar – PM foi acionada, conduziu Geovane à Delegacia de Itapemirim, onde ele foi preso. O delegado disse que os familiares insistiram muito para pagar a fiança estipulada em R$1 mil reais e que soltasse o lutador.

Geovane foi solto e voltou para casa, mas acabou sendo surpreendido quando ia se desculpar pela confusão, foi morto com vários golpes que pode ter sido de uma barra de ferro ou um pedaço e pau. A polícia não encontrou a arma do crime.

Informou o delegado que Geovane é dependente químico e fazia tratamento com remédios, mas estava sem tomar os medicamentos. Na delegacia ele pediu ao delegado que solicitasse a internação dele pois não queria ficar solto. Porém, pela insistência da família o delegado afixou a fiança que foi paga.

Ao voltar para casa, Geovane teria ido pedir desculpas, mas pelo que tudo indica era aguardado para ser assassinado. Como lutador, “Makita” não fugia de briga e estava sempre pronto para encarar qualquer adversário, entretanto, ele acabou sendo pego de surpresa e não conseguiu se defender.

O delegado disse que além dos cunhados suspeitos, o pai dos irmãos que figuram como envolvidos também está sendo aguardado na delegacia, uma vez que Geovane chegou a comentar com o delegado que estava sendo jurado de morte pelo sogro da irmã dele e estava com medo. “Acredito que ele foi agredido de frente, estava com o braço bastante machucado como se tivesse tentado se defender, trazia marcas no queixo e no peito. O objeto usado no crime não foi encontrado. O pai dos cunhados é um dos suspeitos. Um tio de Geovane o viu por volta das 5h30 na rua onde o corpo foi encontrado. O caso será investigado pelo delegado de Marataízes, já que o homicídio ocorreu na sua jurisdição”, ressaltou o delegado Djalma.     

“Makita” trazia duas tatuagens, uma nas costas escrita Satanás e no peito escrito Diabo e não fugia de brigas e confusões. O apelido, segundo informações é porque há algum tempo durante uma crise o lutador teria tentado cortar o pescoço com uma makita.

A perícia da Polícia Civil esteve no local, periciou o corpo e o local e removeu cadáver ao Departamento Médico Legal de Cachoeiro de Itapemirim, onde será necrospsiado e liberado para sepultamento.

 

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