Piúma eu não posso te esquecer

Poema de Jaqueline Taylor radicada na Itália há 15 anos – Foto principal: Luciana Maximo

Foto créditos de Flávio Magalhães

Tem horas que bate uma saudade no peito que dói.
Quando fecho meus olhos mesmo acordada, começo a sonhar.
Sinto a brisa do vento meus cabelos assoprar
Fecho os olhos e sinto o calor do sol numa tarde de verão minha pele bronzear
Ai que saudade de Piúma que me dá,
A cidade das Conchas, a cidade do caminhar, um passeio pela areia neste momento me encontro a desejar
Pela grande praia de Piúma quem nunca desejou caminhar?

Fecho meus olhos, me imagino dentro do barco, quando sinto calor me jogo nas águas para nadar e como um grande conquistador até nas Ilhas do Meio já sonhei chegar,
Abro meus olhos me encontro no alto do Monte Aghá e o céu, estou a apreciar, aí que lindo o monte para Deus ir encontrar.

Minha amada Piúma te amo tanto que desejo abraçar,
Na linda Cidade das Conchas grandes artesãos você pode encontrar,
Neste exato momento imagino minha amada vovozinha catando conchas e a cantar

O minha linda Piúma aqui sempre irei morar
Terra de grandes guerreiros e conquistadores do alto mar

Quem não tem na família em Piúma um parente pescador que todos os dias o pão sai para ganhar, ainda tão cedinho,

Afrontando grandes perigos e suas apaixonadas no cais a esperar, já sinto o cheiro de uma peroá em um quiosquinho a degustar.
O barulhinho dos motores durante a noite, agora que bate a saudade me lembram uma canção de ninar,

Ai que saudade daquele motorzinho escutar, na calada da noite os corajosos saiam para pescar

Grandes sabores, grandes cantores, fortes pescadores e inesquecíveis amores só em Piúma se pode encontrar

Quem nunca beijou um grande amor em um luau na praia a cantar,
Piúma Cidade das Conchas boas lembranças no meu coração vou guardar,
Sou gente da terra, do porto e do mar, na Rua do Toco já corri muito a brincar;

Quem nunca ficou na madrugada o pão do saudoso Daride a esperar,
Ai que saudade de ver nas ruas e na praça a criançada de queimada brincar
Somente em Piúma tinha a Dona Linda sua bola cortar

E quem nunca foi a Peixaria do Neuzo camarão descascar
Um dia irei de novo em Piúma passear e na Ilha do Gambá uma grande volta ou dar

Para nunca esquecer que a minha Piúma sempre irei amar
Pois é a Cidade das Conchas que no verão o turista fiel deseja voltar,

Nessas horas me vem a memória a saudosa Martina que agora com Deus foi morar,
E quem no Filomena nunca desejou estudar, confesso os altos muros já me pegaram a pular, quem é que pelos corredores tinha medo de um pito de Maria Elisa tomar.

Quando penso em Piúma já sinto cantar, Ted Love no show de calouros todo ano corria para disputar.

Nesta momento penso na minha amada mamãe que depois de tantos anos longe de Piúma também quis voltar e decidiu para sempre a nossa cidade das conchas nunca mais abandonar

E assim as crianças do Porto pararam de correr para lá e prá cá e hoje come uma grande autora Fabiani Taylor se encontrar a brilhar e eu aqui longe de tudo com vontade de chorar.

Sem falar em Dalena que muitas vezes com o cesto na cabeça eu vi equilibrar, somente em Piúma se via uma mulher um caíque remar, sem medo dos perigos Dalena saia também para pescar de outra mulher assim corajosa quem já se viu em Piúma falar?

Meus amados primos agora também estão a governar, também todo mundo sabe que o que Piúma precisa é de governantes que a saibam amar e uma grande joia virará
Suas conchas famosas estão a murmurar vem logo Jaqueline em Piúma passear ❤️

cartadeamorParaPiúma🇧🇷❤️🇧🇷❤️🇧🇷🇧🇷❤️

Roma, 18 de Fevereiro de 2021

Taylor Jaqueline

Compartilhe nas redes sociais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *