Padrasto acusado de estuprar duas meninas irmãs em Itaipava/Itapemirim vai em cana após ameaçar a cunhada

L. E.C.S foi preso após ligar para a esposa na Delegacia e ameaçar a cunhada, caso o BO fosse feito. Ele foi em cana pela Maria da Penha e ainda vai responder por dois estupros

Já está em cana o empresário proprietário de uma oficina mecânica L. E. C.S acusado de estuprar as duas enteadas, uma menina de 08 anos e a irmã, adolescente de 15 anos, em Itaipava, Itapemirim.

Suspeita-se que o acusado estava praticando os estupros há tempos, dentro da própria casa. Só veio à tona após a menina de 15 anos tomar coragem e denunciar o padrasto por descobrir que ele estava cometendo o mesmo crime com a irmã mais nova de 08 anos, informou o delegado de polícia de Itapemirim, Djalma Lemos.

“Do nada minha filha veio me contar que depois do aniversário de 6 anos ele começou a fazer carinho nas partes intimas dela, por debaixo da roupa e por cima enquanto eu tomava banho, lavava roupas. Ele se aproveitava de instantes sozinho com ela para tocar na menina. Depois de um ano, morando juntos, ele teve uma recaída de drogas. Até então eu não sabia que ele era usuário de drogas e eu falava pra ela que ele bebia. Ela me disse que quando ele bebia insistia e fazia muito carinho nela. Sempre que tinha oportunidade a assediava. Não houve penetração porque ele não teve oportunidade, mas isso durou dos 6 anos dela até mês passado. Eu fui à papelaria e voltei, quando cheguei em casa minha filha estava deitada no sofá e ele todo sem graça. Nesse meio tempo, os cachorros comeram uma colcha e ele nem percebeu. Ela pediu imediatamente pra ir pra casa da avó, eu levei e lá ela ficou”, contou a mãe (preferiu não se identificar).

Nojento ter de redigir esta notícia que chega a causar náuseas. O abusador, segundo o delegado de Itapemirim, Djalma Lemos, Eduardo foi preso na última quinta-feira, 06, após a mulher comparecer a delegacia para registrar os crimes contra ele. Durante uma ligação em que ele ameaçava matar a mãe das meninas se ela levasse o caso a polícia, ele acabou sendo enjaulado em flagrante por ameaça. Está preso na Lei Maria da Penha e por dois estupros e pode pegar de 5 a 15 anos de xilindró.

A Delegada da Mulher em Itapemirim, Daniela Albuquerque foi quem ouviu as meninas e pediu a prisão do homem pela riqueza de detalhes com que elas descreveram as cenas.

Diante da gravidade dos crimes a delegada pediu a prisão preventiva do acusado que deverá deixar o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Marataízes direto para o Presídio de Xuri, onde ficará à disposição da justiça.  

CACHORRO DE CAÇA

Bravo como um cachorro de caça, L chegou também a ameaçar a cunhada acusando-a de encher a cabeça da esposa, que tomou coragem e foi a polícia. “Eu vou falar mais: se a sua irmã, ou a ‘sapatona’ que mora com ela chegar no meu portão, eu vou meter-lhe a madeira, eu não quero nem olhar para a cara dela. Se chegar no meu portão eu vou meter a madeira. O papo já foi dado”, ameaçou.

A menina mais nova chorou aliviada quando o padrasto foi preso, enviou uma mensagem a tia ameada por ele.  “Tia, conseguiram prender ele finalmente, estou tão feliz. Daqui a pouco a gente vai para Guarapari, a gente só vai ver lá em casa como é que tá as coisas, obrigada por tudo, obrigada por me apoiar. Eu tô muito feliz.

PROGRAMA NA TV ESTIMULA A DENUNCIA

Em julho a esposa viajou para o Rio de Janeiro – “Eu fui fazer minha feitura do candomblé no dia 15 de julho e deixei minha filha com a minha mãe. Ele foi na minha despedida e ela chorando muito, dizendo que não queria ir porque ele estaria lá. Depois vendo um programa de TV sobre abuso sexual infantil minha filha falou pra minha mãe: meu tio faz isso comigo. Minha mãe entrou em desespero, ligou pra minha irmã que é enfermeira, as duas desesperadas ligaram para o Rio, onde eu estava fazendo a feitura de Santo, foram me buscar. Me tiraram de dentro do roncó e me contaram a história. Eu acreditei de imediato porque sei o quanto ele é dissimulado, mentiroso e manipulador. Imediatamente voltei para o Espírito Santo”.

RELAÇÃO PERIGOSA

Disse a mãe das meninas que conhece o acusado há quatro anos. Assegurou que é um homem de família boa, embora tenha passagem pela polícia acusado e assalto – artigo 157. “Quando o conheci ele estava na condicional. Sempre se mostrou um homem bom e trabalhador, embora arrogante e mulherengo e sempre foi muito carinhoso e atencioso com minha filha, tinha muito ciúmes dela e eu percebia que ele tinha mais carinho com a minha filha do que com a filha dele. Passamos um ano maravilhoso juntos”, disse.

COAÇÃO

“Eu tentei me separar muitas vezes, ele me coagia, pressionava. Minha filha sempre pedia pra eu largar dele porque ele brigava muito comigo e dizia que ela não gostava mais dele. No começo ela gostava muito dele. E não só isso, minha filha começou a comer compulsivamente, voltou a mijar na cama, coisa que ela não fazia há  anos, começou a roer unha e pedir sempre pra ir pra casa da avó. E ele sempre relutava e não queria deixa-la ir pra casa da avó dizendo que a família não gostava dele e que a vó estava colocando a menina contra ele”.

Os sinais

“Minha filha gritava com ele sempre, nervosa chamando de chato, dizendo que ele perturbava a vida dela, mas eu não entendia porque ela era tão agressiva com ele. Um dia desconfiei, de manhã cedo, eu estava com ele e ela na cama, ele teve ereção. Eu perguntei porque aquilo e ele disse que era “tesão de mijo”, mas não foi ao banheiro. Teve uma madrugada que ele acordou me procurando e isso foi muito estranho, porque ele não era de me procurar. No começo me procurava, mas depois de um tempo não, eu tinha que tinha que ficar estimulando-o pra gente ter ralação e sempre que acontecia ele tinha ejaculação precoce. Ele não demorava quase nada e passou a querer que ela dormisse no nosso quarto, colocou uma cama pra ela do lado da nossa, não queria que ela dormisse no quarto dela. Agora eu sei, ele me colocava em uma posição que ele ficava vendo-a, tendo relação comigo e olhando pra minha filha”, contou a mãe das meninas.

O delegado de Itapemirim, Dr. Djalma Lemos alertou as mães que se unem a homens com antecedentes criminais, com problemas com dependência química e que tem filhas. “90% dos estupros de vulneráveis e abusos sexuais contra criança e adolescente é o próximo quem comete, o tio, o padrasto, o irmão, o pai, o primo, é o que dói muito, e não tem defesa para a criança. Os crimes estavam ocorrendo há muito tempo, só deu BO porque a menina mais velha tinha medo de denunciar, mas quando ela percebeu que ele fazia com a irmã contou tudo”, ressaltou o delegado.

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