ORLA DE PIÚMA: cinco meses para ficar pronta, garante Missisipe

Muitas dificuldades encontradas ao longo destes seis meses, mas a obra fica pronta nos próximo cinco

O representante da empresa Mississipe Empreendimento Ltda, José Guilherme esteve na Câmara Municipal de Piúma, nesta quarta-feira, 19 explicando os motivos do atraso a execução da obra de construção do muro de contenção da maré. Ele afirmou que gostaria muito que a obra já estivesse pronta, porque é um desejo da população e também da empresa concluir logo o serviço. “É uma obra importante para a cidade e nós estamos sendo muito cobrados, gostaríamos que ela fosse mais rápida, era bom para a cidade e bom para nós, mas tivemos algumas dificuldades desde o início até hoje. Mas acredito que a partir de agora com a instalação da segunda forma e a mudança de local ande mais rápido. A primeira etapa já foi executada e nesta segunda a escavação será menor a vai facilitar o andamento”, frisou.   



Oportunamente Guilherme assegurou que em cinco meses a obra fica pronta. No mais tardar seis meses. Caso, não ocorra nenhum fenômeno natural que possa atrapalhar o andamento das obras.

Guilherme assegurou que em nenhum momento a obra esteve paralisada. E garantiu que está seguindo o projeto de engenharia, e que à empresa cabe apenas executar a obra. Não soube responder o porquê da multa aplicada pela Prefeitura em R$120.000, uma vez que, a prefeitura conhece os motivos da demora.   

O empresário detalhou todos os acontecimentos ocorridos ao longo destes seis meses. A ordem de serviço foi assinada no dia 10 de agosto de 2019 pelo Governo do Estado e Prefeitura/Estado.

No dia 14 a empresa Mississipi entregou ao gabinete do prefeito um comunicado relatando que a empresa só iniciara qualquer procedimento em área de marinha, quando for entregue pela Prefeitura de Piúma todas as licenças necessárias (IEMA*, Capitania dos Portos e Secretaria de Patrimônio da União). O comunicado foi recebido pelo servidor Mateus Oliveira Motta.  *já liberada

No dia 02 de setembro foi encaminhado à Mississipe o Oficio Nº 496/CPES-MB, datado em 30/08/2019 pela Capitania dos Portos, ondem contém o parecer pela aprovação da autoridade marítima referente à Cessão de Área da União para respectiva obra, onde também é enfático em manifestar que tal liberação não supre a autorização da União (SPU).

Apenas no dia 06 de setembro de 2019, foi publicado na Edição de nº 173, seção 01, na página 105 do Diário Oficial da União a PORTARIA Nº 1, DE 14 DE AGOSTO DE 2019, onde o Superintendente do Patrimônio da União no Estado do Espírito Santo, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo inciso II, do art. 8º, da Portaria nº 12.746, de 30 de novembro de 2018, e o art. 6º, do Decreto-Lei nº 2.398, de 21 de dezembro de 1987, resolve autorizar a Prefeitura Municipal de Piúma a executar as obras de construção de muro de contenção e recomposição de trecho da orla entre a intersecção com as Ruas Januário Silveira Santos (limite norte) e João Fernandes Lima (limite sul), na Praia Central, município de Piúma/ES, conforme elementos constantes do Processo n.º 10154.114620/2019-43.

“Mesmo com o atraso na apresentação das licenças por parte da Prefeitura de Piúma, a Mississipi Empreendimento LTDA iniciou a instalação do Canteiro de Obra no dia 23 de agosto de 2019, como forma de adiantar e dar celeridade aos trabalhos. (Protocolo PMP nº 14014-2019 de 30/07/2019 e 18288 de 27/09/2019). Tão logo apresentado as devidas licenças autorizativas para realização da obra, não nos furtamos em iniciar os procedimentos de contratação de mão de obra e maquinário para dar início ao que deve ser executado”, explicou o representante da empresa aos vereadores.

De acordo com a empresa, a de se considerar também os fatores climáticos. “A grande ocorrência de chuvas e o seu volume impediu a execução de diversos serviços em diferentes etapas da obra, atrasando seu andamento, já que os serviços iniciais de movimentação de terra são os mais afetados pelas chuvas”.

Os problemas ocorridos no atraso não são de responsabilidade da empresa, uma vez que a recebeu o Projeto pronto, a sondagem do solo não foi previsível as dificuldades encontradas, as chuvas, a demora na licença e a falta da energia trifásica para uso das máquinas.  



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