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Newton Braga e a Festa de Cachoeiro: uma relação estreita amor

É para comemorar mesmo, não somente os 110 anos que completaria Newton Braga no dia 11 de agosto, mas se lembrar que todo dia 29 de junho, é dia de festa em Cachoeiro. É dia do Cachoeirense Ausente. É o dia de todos os cachoeirenses!

Imagina, um filho da cidade criar uma festa para os seus conterrâneos. O jornalista, advogado e poeta, Newton Braga fez isso, lá em 1942. Inventou a Festa de Cachoeiro e criou o Título Cachoeirense Ausente para homenagear e para receber o filho ilustre da Cidade que deixou a terra natal para empreender em outro município/estado ou país.

O Dia 29 de Junho marca a linda festa de Cachoeiro para receber o Cachoeirense Ausente. Com direito a Comenda, Baile de Gala, missa, desfile, festa na Praça Vermelha e muitos momentos únicos.

É bem típico de Cachoeiro de Itapemirim, terra de bairristas apaixonados, uma festa para um cachoeirense em que os cachoeirenses comemoram juntos o sucesso de um conterrâneo. Não há uma festa desta em nenhuma cidade do mundo, tenha certeza, com este título, não!

Mas este ano, a festa de Cachoeiro será bem diferente, já que não pode ter aglomeração na Para Vermelha, nem no Desfile Cívico, nem mesmo no charmoso Caçadores Carnavalescos Clube com o inesquecível Baile de Gala. Não, sem abraços, não tem graça. Ficará restrita a um Festival de Poesia Newton Braga.

O aniversário de 110 anos de Newton este ano será de forma muito poética, como ele deveria curtir muito. Com poesia, recordações, literatura, entrevistas e declamações.

“Newton Braga é uma figura ímpar no rol de personalidades brilhantes de Cachoeiro. São muitas as heranças de Newton, mas, a principal delas é o amor pela cidade e a sensibilidade para com as pessoas. Temos muito a aprender com este homem que, vivendo no início do século passado, ainda é tão atual e presente”, salienta a secretária municipal de Cultura e Turismo, Fernanda Martins.

O dia do Cachoeirense

O historiador cachoeirense e poeta Evandro Moreira na Obra “Nosso Pequeno Cachoeiro” detalhou sobre a Festa da Cidade. Disse que sempre foi festejado no dia 29 de junho – data da morte do orago São Pedro, padroeiro da cidade. E as razões são várias, por conta do clima quente que todos já conhecem, longos períodos de seca e nos meses de novembro/março, vítima de portentosas enchentes. “Por isso, a escolha, desde o início do povoamento, do Patrono São Pedro. Em 1933 Newton Braga surgiu com a ideia de se fazer um dia de congraçamento de todos os cachoeirenses, Ausentes e Presentes. Cogitou-se na data de 25 de Março, quando foi instalado, em 1867, o Município. Em conversa com Reynaldo Machado, seu grande amigo e também cachoeirense fanático, concluiu que a data era imprópria, pois muito próxima do Carnaval – a grande festa popular daqueles tempos – o povo estaria sem dinheiro. Optou-se então pela data do padroeiro, cuja festa religiosa era uma tradição”, escreveu Evandro Moreira na Obra Nosso Pequeno Cachoeiro.      

O escritor Evandro ressaltou na Obra que, depois de decidida a data,  era só uma questão de unificar as programações cívicos-culturais e religiosas, para que os cachoeirenses ausentes se lembrassem de voltar à terra e rever os amigos, realizando a primeira festa, com estrondoso sucesso, em 29 de junho de 1939. “… Depois das primeiras festas, que nem todos podiam viajar numa mesma época, criou-se a figura do CACHOEIRENSE AUSENTE, que representaria todos os demais. O primeiro Cachoeirense Ausente oficial não é mais importante, ele é apenas o representante (procurador, digamos) dos que não puderam vir, e teve início com a figura do tabelião e músico Heraclides Pereira Gonçalves, em 1942, apontado pelo próprio Newton”. Em Cachoeiro, o escritor Newton Braga recebe homenagem, todo ano, por meio do LiteraNewton, evento que apresenta uma programação com música, oficinas, poesia e debates, para celebrar a história do autor e sua importância para o município. Em função da pandemia, o evento não poderá ser realizado neste ano, ficando a celebração restrita ao festival de poesia.

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