MISTÉRIO: Celma foi assassinada ou morreu por uma queda no banheiro onde foi encontrada trancada?

A morte da costureira do Lago Azul, em Piúma abre uma série de questionamentos e as respostas precisam ser dadas a sociedade. Teria Celma sofrido uma agressão e em seguida se trancado no banheiro e morrido pela fumaça inalada? Teria levado uma pancada na cabeça e o autor teria quebrado o vaso e incendiado a casa para dificultar a perícia identificar a causa morte? Foi assassinada covardemente e o algoz ateou fogo na casa para simular um incêndio?

A morte da costureira Celma da Silva Lima, de 53 anos, encontrada no banheiro da sua casa com uma lesão na cabeça, na madrugada desta quarta-feira, 21, no bairro Lago Azul, em Piúma abre um leque para a investigação da Polícia Civil (PC) que incialmente descartava o incêndio acidental. O chefe da Delegacia de Piúma declarou que as pistas levavam a um incêndio criminoso, seguido de um homicídio, ou feminicípio.

O delegado David Gomes Santana chegou a declarar a outros veículos que o incêndio teria sido criminoso e a morte poderia ser um homicídio, ou feminicípio.

Na manhã desta quinta-feira, 22, David disse a Reportagem que ouviu diversas pessoas, inclusive vizinhos que teriam visto a hora que Celma chegou em casa sozinha e bastante embriagada. Ela teria tido dificuldades até para abrir a porta. O delegado comentou que ouviu um ex-companheiro de Celma que apresentou um álibi, estava em casa com a família na madrugada do crime.

Celma foi encontrada trancada dentro do banheiro da casa onde morava sozinha sem vida e, havia muito sangue no chão e o vaso estava quebrado. Ela poderia ter caído, batido a cabeça e morrido. David trabalha também, após ter ouvido vizinhos e outras pessoas com a versão de que o incêndio possa ter sido por conta de um curto-circuito, uma vez que, Celma teria chegado sozinha, poderia ter entrado no banheiro para tomar banho, ter deixado um fogo aceso por exemplo, e o fogo se espalhado. Tudo estava revirado e destruído, um cenário caótico.

Uma das vizinhas teria dito, segundo o delegado, que a proximidade das casas do Conjunto Habitacional possibilita ouvir a discussão da residência ao lado e ela não ouviu nada. Celma foi vista entrando sozinha em casa e estaria muito embriagada.

Outra vizinha que conheceu bem Celma informou a Reportagem que a costureira morava sozinha, mas estava sendo vista com más companhias, inclusive que frequentavam a casa dela.   

A causa da morte ainda não foi totalmente esclarecida, apesar de aparentemente não ter sido por conta do fogo, a lesão na cabeça pode ser a chave para a investigação concluir o inquérito aberto nesta quarta, 21.

O corpo foi encaminhado ao Departamento Médico Legal – DML, de Cachoeiro de Itapemirim, nesta quarta. De lá foi conduzido a Vitória, para onde a filha de Celma foi nesta manhã com um pedaço da carteira profissional de Celma encontrado no meio dos escombros que sobraram da tragédia. Assim que liberado será informado sobre o velório que deverá ocorrer rapidamente na Capela do bairro Aparecidinha, próximo ao cemitério onde a costureira será sepultada.  Enquanto o laudo não ficar pronto, permanecem as dúvidas em relação a morte da querida costureira Celma.

Celma tinha medida protetiva

Celma morava sozinha na casa, era separada e tinha três filhos. Uma mora em Salvador e os outros dois na Paraíba.

Na Delegacia a Reportagem foi informada que Celma possuía medias protetivas contra o ex-marido.  Ela chegou a procurar a Polícia Civil três vezes para registrar ocorrência de que estava sendo ameaçada, mas não foi informado o nome de quem ela estava temendo.

Além de costureira, Celma também era manicure e atendia a comunidade de Lago Azul. Era muito querida e conhecida pelos vizinhos.

 

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