Mais um preso em São Bento de Urânia após arrancar 290 pés de maconha e esconder em uma mata

O Homem preso nesta quinta-feira era comparsa de Iver que foi preso no dia 11 com 300 pés de maconha no mesmo distrito

Pela segunda vez nesta semana, o pequeno distrito de São Bento de Urânia, interior de Alfredo Chaves acaba na mídia, após um homem arrancar 500 pés de maconha e esconder em uma mata. A Polícia recebeu uma informação anônima e foi ao local onde realizou uma operação e busca e apreensão.

A Operação Conjunta com a Polícia Militar, Civil e Agentes do Serviço Reservado das Unidas da 10ª Cia Ind. ocorreu na tarde desta sexta-feira 12, na propriedade rural de um homem conhecido como D que fugiu do local com a chegada dos policiais.

Cerca de 300 pés da supermaconha, mais conhecida como Skank foram localizados escondidos dentro de uma mata. Os policiais encontraram também materiais utilizados para o cultivo e uma espingarda de pressão que fora modificada para utilização do projetil de calibre 22.

De acordo com informações da Polícia Militar durante buscas na residência da propriedade foi localizado e apreendido ainda uma moto serra da marca Stil modelo MS 180, um rolo de plástico filme utilizado normalmente para embalar droga.

O jovem W.A.A foi detido no local, o proprietário da propriedade D fugiu. O homem preso foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil em Guarapari. A droga encontrada foi incinerada.

Plantava para “clientes especiais”

Quarta-feira 11, Iver Miranda foi preso em uma fazenda, também em São Bento de Urânia, com ele 300 pés de maconha, três armas e um vasto material de beneficiamento da droga, em um elaborado e organizado processo de cultivo, composto por estufas, irrigação e diversos materiais para produzir uma maconha “de ponta”, orgânica, para clientes de alto nível, ou seja, usuários de drogas que a sociedade não o vê como drogados, ou maconheiros, como é assim, popularmente adjetivado quem usa maconha no dia a dia.

O homem detido afirmou que o material era cultivado por ele mesmo e quando pronto era acondicionado para venda e distribuição para diversos pontos na Grande Vitória pelo valor de R$15.000.00 (quinze mil reais) o quilo, e todo o transporte e venda era ele próprio quem realizava.

Convém ressaltar que Iver herdou a propriedade rural, onde estava fazendo o cultivo da maconha após a morte do pai que teria ido à falência em Vitória.

Na capital do estado onde residiu Iver até ele decidir viver uma vida alternativa no interior de Alfredo Chaves, ele ostentava nos meios sociais de classe média alta e desfilava com os que hoje, parte, eram seus clientes mais exigentes e dispostos a pagar R$15 mil o quilo da droga orgânica.

Na sociedade hipócrita, esses usuários de maconha orgânica, frequentadores das baladas e das boates mais badaladas não há mal algum, uma vez que, são médicos, professores, policiais, jornalistas, dentistas, advogados, servidores públicos e outros. A cadeia está sempre lotada de negros e pobres, desta vez, Iver se deu mal, acabou em cana e a sua maconha tão bem cultivada foi toda incinerada.

Chacota as redes sociais

Log o após as prisões em São bento de Urânia coçaram a circular no WhatsApp alguns áudios como se fossem os homens presos que estavam plantando a maconha. “Você pensa bem, nós ‘plantemos’ uns 500 pés de maconha aqui em cima, fomos ‘obrigado’ arrancar tudo, a Polícia prendeu tudo. Vieram ‘aí’ os diabos’, prenderam, ‘rancaram’ os pés tudo de maconha, levaram tudo embora. Agora nós ‘peguemos’, ‘rocemos’, ‘ranquemos’ 500 pés que tinha. Vamos plantar inhame de novo, ‘tava’ dando certo o negócio da maconha, porque vendia até bem, melhor que inhame, agora ‘nós são obrigado’ a plantar inhame de novo. ‘Esses’ ‘demõe’ vem, ‘ranca’ tudo, leva embora, ‘prende nós’. Pensa bem. Porco. Porco do ‘demonho’”, satirizou um homem.

600 famílias plantam inhame em São Bento de Urânia

São Bento de Urânia ganhou esse nome devido à existência de minas de urânio e também de pedras preciosas. Seu lema é “ora e labora”, ou seja, oração e trabalho, o que demonstra o caráter religioso dos moradores da região. O Padroeiro da comunidade também recebe o nome de São Bento.

O distrito de São Bento de Urânia é o maior de Alfredo Chaves. Lá existem 600 famílias que plantam inhame e vivem dessa produção. Há também no distrito muitas plantações de uva.

E contato com o Encaper, o assistente de Suporte, Adriano de Jesus Machado foi questionado como é feito o contato entre o órgão e os agricultores, uma vez que, haviam na mesma localidade duas plantações de maconha.

Adriano disse que por ser mais distante da sede o distrito o Encaper visita as propriedades quando há demanda ou quando vão convidar os produtores para algum evento.

São Bento de Urânia é tão propício para o cultivo de inhame que ao longo do tempo a região desenvolveu a sua própria cultivar do tubérculo, o Inhame São Bento. Uma tradição que fez com que hoje a região seja conhecida nacionalmente como a capital do inhame.

Segundo o site Indicações Geográficas Brasileiras a história do cultivo de inhame na região de São Bento de Urânia se inicia com a chegada de imigrantes italianos na região, por volta do ano de 1887. Inicialmente, a cultura do inhame localizava-se em brejos, cerca de córregos, mas ao longo do tempo foi verificando que a plantação era mais viável em terrenos secos, devido à facilidade do plantio e colheita.

Dentre as variedades de inhame plantadas em território capixaba estão o Inhame Chinês; Inhame Branco do Brejo; Inhame Rosa Italiano. Atualmente, a região também conta com o Inhame São Bento, cultivar de inhame genuinamente capixaba, que apresenta produtividade superior às outras variedades.

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