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Mãe de Ibatiba quer justiça pelo assassinato do filho em novembro do ano passado

Angustiada com a demora na conclusão do inquérito, mas, em Ibatiba há apenas um policial civil e o delegado da cidade, responde por mais três

A dona de casa Nilza Oliveira da Silva, 42 nos, residente n cidade de Ibatiba/ região do Caparaó do ES é mãe de Patrick Vieira da Silva, 22 anos, assassinado no dia 03 de novembro de 2020. Desde a morte do filho, Nilza não dorme mais sem medicamentos. Ela quer justiça e punição para o responsável pelo crime.

Nilza entrou em contato com o jornal e pediu ajuda, disse que não tem nenhuma informação sobre a investigação do assassinato. Comentou também que, o possível autor está em liberdade. Segundo a dona de casa, a filmagens que possam levar ao assassino, mas ela não conseguiu ver. 

Em tese, a história é a seguinte, Patrick Vieira da Silva, 22 anos, numa noite do mês de outubro do ano passado estava com um amigo em Ibatiba. Por azar dele, o referido amigo estava com um baseado no bolso e policias militares passando pelo local numa viatura percebeu algo estranho, abordou os jovens e achou o baseado. Durante a dura, o amigo teria confessado onde comprou e os policiais teriam ido a tal boca de fumo, chegaram lá mostraram os rapazes que lhe levaram até o local.

Dias depois, segundo a mãe, Patrick começou a ser ameaçado de morte e foi assassinado na do dia 03 de novembro de 2020, por volta das 21 horas, com três tiros no pescoço, no rosto e na fonte que lhe causaram hemorragia cerebelar e traumatismo cranioencefálico. O crime ocorreu na Estrada que dá acesso ao Morro da Sucupemba, em Santa Maria de Cima em Ibatiba.

A Polícia Civil – PC segundo a mãe de Patrick, não encerrou o inquérito e o assassino está solto na cidade. Desde o dia 03 de novembro de 2020 a mãe de Patrick não dorme mais sem auxilio de medicamentos. Ele era filho único dela, que pede justiça para a morte covarde do filho, numa emboscada. 

Patrick, segundo a mãe tinha uma namorada que trabalhava a noite e todos os dias ele saia para buscá-la no serviço, dias antes do crime, o filho saiu de casa para ir ao encontro da namorada e junto com ele, foi um rapaz, que se dizia amigo dele. O nome não foi revelado por Nilza.

Durante o percurso os dois foram abordados por uma viatura e com Patrick nada foi encontrado, mas com outro rapaz sim. A polícia teria levado Patrick e o “amigo” até o local onde a droga foi comprada. Chegando ao local teria sido invadido pelo os policiais militares e houve uma confusão e os PM’s teriam aberto o cofre da viatura e mostrado o filho dela para os caras que eram os donos da boca de fumo.

Depois, segundo a mãe de Patrick quando terminou a confusão o filho dela foi liberado para casa porque nada foi encontrado com ele. “Ao chegar em casa ele contou para mim o que tinha acontecido, mas ele estava correndo grande risco porque os policiais militares tinham mostrando Patrick como alcaguete (espião). Ele me contou que o cara o ameaçou de morte e então ele passou a frequentar outro caminho para chegar em casa, até mesmo para sair, porque aquela rua ele estava proibido de passar. Naquela noite foram várias pessoas presas, mas Patrick Vieira não, então veio a revolta contra ele”, disse a mãe que pede justiça.

Segundo Nilza, o filho já foi usuário de maconha, mas nunca teve problema com ninguém e já tinha parado de usar, e, inclusive estava frequentando a igreja com ela. “Eu vou à Civil e ninguém dá atenção para mim, não sei o que tá acontecendo, tudo muito estranho. Levaram meu filho na traição, se dizia melhor amigo, chegando lá os indivíduos me disseram que eram cinco que estavam a espera, foi uma traição, eu tô muito triste porque aqui a justiça não faz nada por mim, sou pai e sou mãe ao mesmo tempo, crie meu filho sozinha, lutei, mas nunca abri mão dele, eu espero que vocês possam me ajudar a divulgar esse caso porque nem isso foi feito, fiquei triste porque tem pessoa até hoje não sabe o que aconteceu,  me ajuda, por favor, essa justiça precisa ser feita, estamos perdendo nossos filhos por covardia’, pediu a mão de Patrick.

Dívida de R$100.00

No Boletim Unificado da 1ª CIA do 14º da BPM foi informado que no local do crime a namorada de Patrick informou aos policiais que ele teria uma dívida de drogas com um indivíduo de Vitória; que Patrick teria pego drogas com um indivíduo que ela não sabia o nome, mas usando o crédito de Flyson, que Flyson teria mandado mensagens para Patrick cobrando o valor de R$100.00 e dizendo a Patrick que, se ele não pagasse iria mandar o dono da droga para cobra-lo; que o dono das drogas era de Vitória, mas não sabia precisar nome e nem local.

Nilza foi atrás do Flyson para saber sobre a referida droga de R$100.00 que supostamente Patrick devia. “Eu procurei o rapaz que falou sobre o valor do R$100.00 ele disse que não tem nada haver porque ele que devia essa maconha, ele era responsável, apenas mandou áudio para namora falando, mas que isso tá tudo certo, que ele também quer justiça”, disse a mãe da vítima. Incansável em busca de justiça pela morte do filho Patrick, Nilza disse que na última segunda-feira, 21, procurou o rapaz que foi abordado junto com o filho dias antes do crime. Ela questionou se a viatura tinha realmente levado Patrick e ele ao local onde comprou a droga. O rapaz confessou para ela, disse que a única forma de não morrer foi entregar Patrick. E depois ele chorou.

O que diz a Polícia Civil

A Polícia Civil informa que as investigações estão em andamento na Delegacia de Polícia de Ibatiba. Não há provas de autoria do crime, até o momento. A Polícia Civil ressalta que é importante, nesse momento dos trabalhos, que as informações sejam tratadas no âmbito policial. Os policiais estão trabalhando com afinco, todos os dias, com objetivo de prestar o melhor serviço aos parentes das vítimas, não só desse caso, mas de todos que possuem inquérito em aberto na unidade.  Por meio do Disque-Denúncia 181, a população pode contribuir de forma anônima para o trabalho da Polícia Civil, que também tem um site onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas, o disquedenuncia181.es.gov.br. O anonimato é garantido e todas as informações são investigadas. 

Quatro delegacias, um delegado só e um policial para cada

Os municípios de Ibitirama, Iúna, Ibatiba e Irupi no Caparaó do Estado contam os quatro com um delegado de Polícia Civil para instaurar inquéritos, investigar e fazer operações. E, para piorar a situação com a demanda que não para de crescer de vários crimes, de naturezas diferentes e diários, as quatro delegacias, das quatro cidades contam cada uma com apenas uma policial civil, para fazer diversos serviços, desde intimação a prisão por cumprimento de mandados.

Diante das demandas crescentes e a falta de policiais e delegados para trabalhar nas investigações, casos como o do Patrick acabam empilhando no meio de outros processos.

O delegado responsável pelas quatro delegacias disse que o processo está andando, e há testemunhas para serem intimadas e ouvidas no caso do assassinato do Patrick, mas há também mais de 300 intimações para fazer nos municípios em que atua e com a falta de policiais o trabalho acaba ficando mais lento.

Em relação a falta de mais policiais nas delegacias, a Polícia Civil do Estado informou que há investigadores nas quatro unidades e que exercem trabalho de extrema competência e vêm dando excelente resultado à sociedade capixaba. “A PCES ainda reitera que o concurso público da Polícia Civil, cujo curso de formação está em andamento, permitirá a reposição de parte do quadro efetivo da instituição, com vagas para agentes, investigadores e escrivães. Tão logo seja finalizado, a instituição irá reforçar diversas unidades do Espírito Santo, incluindo as unidades citadas”.

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