Publicidade

Homem que matou o assassino do segurança se entrega e diz que foi em legítima defesa

O homem que matou o bandido foragido da Bahia não terá aa identidade revelada até a Polícia prender o restante dos comparsas

Ou era o assassino do segurança ou o cidadão que matou o bandido. Na hora do pega para capar não teve dúvida, atirou em legítima defesa e matou o assassino de Anderson Soares de Sá, na madrugada de sábado 17.  Esta foi a narrativa relatada à delegada de Piúma do homem que matou Vitor Pereira dos Santos, o Vitinho da Rádio ou Seaway, ele não terá o nome divulgado para preservar a segurança da família que se sente ameaçada.     

Na manhã desta segunda-feira,19, o cidadão que matou o assassino do segurança na madrugada de sexta no bairro Céu Azul se apresentou espontaneamente na delegacia da Polícia Civil – PC de Piúma acompanhado de sua advogada.

Na ocasião, o cidadão explicou como foi toda a dinâmica dos fatos e, segundo sua advogada seu cliente agiu em legítima defesa própria e de terceiros. Conforme já noticiado por esta jornalista, o assassino Vítor era foragido da justiça da BA e contra ele havia alguns mandados de prisão por tráfico e homicídios. O mesmo fazia parte de uma facção criminosa caracterizada pelo uso extremo da violência. 

Em razão do histórico criminal dele e dos seus comparsas, a advogada manteve em sigilo o nome de seu cliente.  Segundo se apurou, o assassino Vítor estava acompanhado de dois comparsas, que ficaram no veículo aguardando para lhe darem fuga. Um dos comparsas na tarde deste domingo, 18 foi identificado e preso pela Força Tática. Além da coautoria no assassinato do segurança, contra ele também havia mandado de prisão expedido pela justiça baiana.

O terceiro coautor ainda não foi identificado, mas as Polícias Militar e Civil estão trabalhando em conjunto para identificá-lo o mais breve possível. Por esta razão, a identidade do homem que matou Vitor em legítima defesa está sendo mantida em sigilo.

A Reportagem conversou com a advogada Dra. Marina Feres e ela informou que o cliente assumiu a autoria, mas frisou que foi em legítima defesa.  “Meu cliente nunca quis se eximir do ocorrido. Os fatos aconteceram na madruga de sexta para sábado, então, hoje, logo que a Polícia Civil abriu, ele se apresentou voluntariamente e esclareceu toda a dinâmica da ação. Resta claro que estamos diante de excludente de ilicitude da legítima defesa, eis que meu cliente utilizou moderadamente dos meios necessários para repelir a injusta agressão, defendendo a sua própria vida e dos demais que estavam no local. O assassino Vítor possuía duas armas e mais 11 munições intactas no bolso. Após alvejar o segurança ele não correu, continuou com a arma em punho e certamente teríamos outras vítimas se ele não fosse impedido pelo meu cliente, uma vez que a motivação do crime foi banal: uma pequena confusão iniciada pela mulher do assassino no interior do bar, onde foi necessário retira-la do local pelo segurança e por outros, razão pela qual acreditamos que animus do assassino era matar todos que os expulsaram dali”.

Agora está a cargo da Polícia Civil a investigação para localizar o resto da facção que fugiu, uma vez que já estavam sendo monitorados.

As armas usadas nos crimes desapareceram.

Compartilhe nas redes sociais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *