Dois meses de cadeia e silêncio, Amanda e o noivo continuam presos

Na foto Amanda e o noivo José Augusto, ambos presos há 60 dias

Completa nesta segunda-feira 08 dois meses da deflagração da Operação Rubi que levou a prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta Rangel presa, o secretário de Desenvolvimento, José Augusto Paiva, seu noivo e o empresário, Marcelo Marcondes Soares, que fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Estadual (MPES) e ganhou a liberdade.

Já passam 60 dias e não há notícias da investigação que apontou crimes de organização criminosa, crime de responsabilidade de prefeito, corrupção passiva e ativa e falsidade documental.

Amanda, José Augusto Paiva e Leandro Rainha continuam presos, sem notícias.

O empresário Marcelo Marcondes Soares estava preso preventivamente e fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Estadual (MPES) e foi solto. O que delatou Marcelo? Quais os desfechos desta operação?

O jornal encaminhou alguns questionamentos ao Ministério Público Estadual – MPES para tentar obter mais informações da Operação Rubi, afinal de contas, são 60 dias de prisão e nenhum dado novo.

A última notícia veiculada no site do Ministério Público foi publicada no dia 31 de maio, esta dizia que a prefeita e dois secretários municipais, denunciados na Operação Rubi, tiveram o afastamento dos cargos ampliado de 60 para 180 dias. Os secretários foram exonerados e Amanda continua presa, com o recesso de julho, ela pode ficar até agosto trancada.

 

Os crimes

 

O MPES requer a condenação dos denunciados pelos crimes de organização criminosa, crime de responsabilidade de prefeito, corrupção passiva e ativa e falsidade documental, além da indisponibilidade dos bens dos denunciados, entre outros pedidos. A denúncia foi protocolada no dia 17 de maio.

Segundo o MP uma organização criminosa foi constituída para lesar os cofres públicos dos municípios de Presidente Kennedy, Marataízes, Jaguaré e Piúma com direcionamento licitatório em favor de empresas, pagamento de propinas e superfaturamento de prestação de serviço público.

As investigações do Gaeco, com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e parceria do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES), tiveram início em 2018 e colheram evidências contundentes de que agentes políticos e servidores municipais recebiam propina de empresários dos ramos de limpeza pública e transporte coletivo. Esses valores pagos eram uma forma de retribuição por receberem benefícios financeiros em licitações e contratos, levando ao enriquecimento indevido dos envolvidos.

 

Foto: Gazeta online

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