Ativista, ambientalista, socióloga é encontrada nua e morta na Praia da Ponta dos Castelhanos em Anchieta, quem a matou?

O que aconteceu para levar a este fim tão trágico a mestre em geografia e ativistas ambiental Luciana Antonini encontrada morta na praia em Anchieta

Este é um crime que a Polícia Civil – PC de Anchieta precisa desvendar e explicar a sociedade o que pode ter levado o assassino (a) a matar a ativista, ambientalista, socióloga e mestre em Geografia Luciana Antonini. O corpo foi encontrado na areia da Praia da Ponta dos Castelhanos, em Anchieta, na manhã deste sábado (17). Foi assalto, foi estuprada?

A Reportagem ligou oito vezes a Delegacia da Polícia Civil de Anchieta para buscar informações sobre este crime que ocorreu na Praia dos Castelhanos. Na sexta vez o atendente disse que os investigadores haviam saído em busca de informações e que o delegado estará emitindo um relatório, até o fechamento da matéria o jornal ainda não havia conseguido informações sobre o caso.    

Tão logo foi descoberto o corpo, a Polícia Militar – PM foi acionada e ao perceber que não havia sinais de vida, solicitou a perícia da Polícia Civil. Luciana estava nua e de bruços, aparentava estar com um dos braços quebrados.

O jornalista Fabiano Peixoto era amigo pessoa da socióloga que ministrou no ano de 2019 palestra no Curso de Formação Política do Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes, Piúma.

Peixoto ressaltou que Luciana Antonini é natural do Rio de Janeiro, mas se aposentou pela Prefeitura Municipal de Embu das Artes, na região Metropolitana de São Paulo, onde trabalhou em várias estatísticas na maior metrópole da América Latina. “Sua história não termina por aqui, e através de Fundação Rockefeller, criada em 1913 pela família Rockefeller (uma das mais ricas do mundo com cerca de cerca de 5 bilhões de dólares) que tem como principal objetivo promover, no exterior, o estímulo à saúde Pública, o ensino, a pesquisa e a filantropia, Luciana Antonini realizou várias missões especiais por diversos países, principalmente pela Europa e Ásia”, contou.

Detentora de vasto conhecimento, Luciana falava três idiomas, antes de morar na Cidade de Anchieta no Sul do Estado, ela morou em Ilhéus na Bahia, e por motivos de insegurança veio para o Estado do Espírito Santo.

Luciana também era atualmente a única representante da Caritas no Estado do Espírito Santo. A Caritas Internacional é uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja Católica que atua em mais de duzentos países.

“Não podemos deixar este crime ser somente um número de estatística, precisamos sim colocar o responsável por este crime bárbaro na cadeia. Feminicídio, latrocínio, não importa o nome e nem o grau o que importa é que a justiça seja feita. Isso só queima o nome de uma cidade como a de Anchieta’, indignou-se Fabiano Peixoto.

Luciana gostava de política e debatia qualquer tema, entretanto, odiava política.

Recentemente ela fez uma viagem com a mãe, já bem idosa ao Peru, a mãe reside em uma cidade do litoral Norte Fluminense e ela, durante anos residiu no Lemblon/RJ.

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Do bem

Coletiva e individualmente a sua missão é trabalhar para construir um mundo melhor, especialmente para os pobres e oprimidos e a força maior da instituição é a pesquisa e a filantropia.

Luciana Antonini realizava vários estudos junto as Caritas, e ganhou força na sua dedicação diária quando conheceu o Padre Firmindo da Paróquia de Anchieta, na qual, fez várias viagens junto à Luciana Antonini.

Antonini durante um tempo frequentou sessões da Câmara de Vereadores e gostava de debater sobre política. “Pela manhã, sempre pegava seu notebook, ia para a padaria, tomava café e ficava ali cerca de duas horas. A noite frequentava bares sempre sozinha e nesses locais sempre debatia sobre diferentes assuntos também”, conta o radialista Anilson Ferreira, que é assessor parlamentar em Anchieta.

Na noite de sexta-feira (16), Luciana foi vista pela última vez em bares no Centro. “Foi um susto para os moradores. Todos a viam como uma pessoa tranquila. Sempre almoçava em bons restaurantes, tomava café nas padarias. Ela não trabalhava na cidade”, completa Anilson.

A família da ambientalista é de São Paulo. O corpo foi encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim. O caso foi registrado como morte a esclarecer. “Apenas após os exames será possível confirmar a causa da morte”, informou a PC.

Mais sobre Luciana

Formada em Ciências Sociais e Geografia, Mestre em Ciências Humanas, com especialização em Meio Ambiente, atuava profissionalmente desde 1986. Possuía experiência nas esferas pública, privada e terceiro setor, atuando também como docente e facilitadora. Atuou na participação de processos de gestão municipal, nas áreas sociais e ambientais, bem como no desenvolvimento e aplicação de Programa de Qualidade na Administração Pública – PQAP.

Assessorava capacitações e processos participativos, através de ONGs, Poder Público e Universidades. Possuía experiência em pesquisa social e de mercado e organização e processamento de informações.

Contava com publicações diversas e apresentações em Seminários e Congressos. Ministrou aulas em cursos de graduação (UNIP) as disciplinas de sociologia das organizações e política; e extensão universitária (UNESP/FEG), planejamento participativo e gestão ambiental; além da docência em capacitações da FUNDAP (FDE/CETESB).

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