Alfredo Chaves completa 129 anos de Emancipação Política sem festa, a cidade está alagada

Ontem era para ter sido um dia de festa em Alfredo Chaves por conta do aniversário de 129 anos de Emancipação Política, mas a cidade está vivendo uma calamidade pública

Neste ano, não teve festa para comemorar o aniversário de Emancipação Política. O município de Alfredo Chaves completou neste sábado, 24, 129 anos. O prefeito r. Fernando em virtude da enchente cancelou as festividades, devido ao estado de Calamidade Pública, decretado.

Os trabalhos na cidade se concentram na limpeza das ruas, atendimento à população e no restabelecimento de serviços básicos, contudo, as chuvas não param e a cidade foi invadida novamente.

Situação no município: estradas vicinais do interior e rodovias estaduais foram atingidas por barreiras. Segundo a Defesa Civil estadual, 17 pontes na cidade foram danificadas ou destruídas.

A ponte Feliciano Garcia, que liga o Centro ao bairro Imigrantes, foi arrastada pela correnteza. A tempestade também provocou o transbordamento do Rio Benevente, que alagou ruas, destruiu casas e ainda provocou três mortes na cidade.

Hoje Alfredo Chaves não tem como comemorar seu aniversário de emancipação política, o povo está aflito com a enchente e de luto pela morte de três conterrâneos vítimas desta tragédia.

Alfredo Chaves se reconstrói com a força do seu povo

Durante esta semana muitas foram as notícias veiculadas de Alfredo Chaves, algumas emocionantes, todas envolvem a coragem, a garra e força do seu povo. Imagine que, ilhados em diversos distritos, depois de serem atingidos por uma das maiores enchentes da sua história agricultores se uniram e construíram no braço cinco pontes para conseguirem escoar suas produções.

Os agricultores residentes nas localidades de Quarto Território construíram neste local três pontes, duas no Gavião e uma em Boa Vista. O povo se une nas dificuldades.

Povo trabalhador

A história do município de Alfredo Chaves teve início com a colonização dos portugueses, no século XIX. Quando Dom Pedro II doou ao guarda de honra da corte, o português Augusto José Álvares e Silva, 500 alqueires de terra. Essa área foi dividida em cinco partes chamadas Sesmarias: do norte, do sul, do leste, do oeste e Quatinga.

Nesse período, Augusto José Álvares e Silva casou-se com Macrina Rachel da Conceição, nascida naquela região e descendente de portugueses, e tiveram cinco filhos. Quando Augusto morreu, Macrina herdou as terras e doou um pedaço da Sesmaria para os escravos que não tinham moradia. A área doada, o morro do cemitério, passou a se chamar “Povoado de Nossa Senhora da Assumpção”. Que mais tarde, com a chegada dos jesuítas de Benevente e a construção da igreja, passou a ser chamada de “Povoação de Nossa Senhora da Conceição”.

Emancipação

O distrito de Alfredo Chaves é emancipado no dia 24 de janeiro de 1891, como território desligado do município de Benevente, atual Anchieta. O crescimento econômico da região é impulsionado pelos imigrantes italianos. O progresso chega e o desenvolvimento leva a formação do primeiro centro comercial, onde famílias compram e vendem mercadorias.
Em 1922, foi realizado o serviço de abastecimento de água potável e de esgoto, e a iluminação de toda a cidade. Melhorias surgiram para os europeus, que dedicavam grande parte do seu trabalho também para a região, na construção e organização das igrejas.
Na economia, a partir da década de 60 com a crise do café, os agricultores começam a trabalhar com a banana, um produto que se adapta facilmente ao clima e ao solo de Alfredo Chaves. Com o sucesso da bananicultura e da pecuária leiteira na região, passa a ser organizada a tradicional Festa da Banana e do Leite do Município.

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