Feminista: a literatura emancipa

Publicado em às 16:39.
Por Caroline Arnold

 

Por muito tempo elas foram proibidas de desfrutarem da leitura, pois esposas, filhas e irmãs que liam eram perigosas. Somente no século XIX o livro se tornou mais acessível às mulheres.

As que liam escondido ou mesmo após a “aprovação masculina”, eram marginalizadas, porém, muitas vezes é o que as salvavam de casamentos sem amor e obrigatórios dando espaço à ficção, a uma viagem para fora do mundo realista e cruel, e também as inundavam de conhecimento e coragem. A literatura foi essencial para a construção da emancipação feminina.

Portanto, os livros cumpriram sua missão, abriram as portas trancadas por séculos pelo patriarcado.

A história só solidificou e melhorou para as mulheres, claro que com muita luta, e não só os olhos puderam repousar entre as letras, como também a mão, considerada escrava da casa, pode cada vez mais transpor os sentimentos e pensamentos da mulher.

Já dizia o enredo campeão de 1991 do carnavalesco Portinari, pela Rosas de Ouro, De Piloto do Fogão a Chefe da Nação: “lutando pelos seus direitos, sem tabus e preconceitos, e viver de igual pra igual”.

A mulher pode tudo! Ler e escrever é sinal de resiliência!

Para enfatizar este Dia Internacional das Mulheres, que homenageia 128 mulheres assassinadas a fogo em uma fábrica têxtil enquanto lutava por seus direitos, a Editora Edipro separou algumas obras de mulheres fortes para mulheres que precisam de força.

Reivindicação dos Direitos das Mulheres (1792) – de Mary Wollstonecraft, é a primeira obra feminista, um verdadeiro tratado que planta a raiz do pensamento feminista e da emancipação política das mulheres. Totalmente contemporâneo, o livro busca elucidar atitudes que podem gerar a autonomia da mulher, antes mesmo da palavra feminista existir. Nenhuma mulher pode deixar de ler!

 

A Falência (1901) – em primeiro lugar é necessário enfatizar que a autora, Júlia de Almeida Lopes, não pode ocupar seu lugar da cadeira na Academia Brasileira de Letras. Mesmo sendo idealizadora deu lugar ao seu marido, por conta do patriarcado que perdurava na época. O romance supera o arquétipo de heroína romântica da época, apresentando uma protagonista adúltera em busca de realização. Uma mulher afrontosa e obstinada!

O Papel de Parede Amarelo e Outros Contos (1892) – de Charlotte Perkins Gilman, mostra na principal obra da coletânea como a saúde mental das mulheres era tratada no século XIX. Ainda, mostra outros contos que também carregam mensagens feministas. Ainda, a autora tem o livro Herland – A Terra das Mulheres (1915) que mostra uma sociedade exclusivamente feminina e dá uma aula de civilidade. Mas que mulher, não é mesmo?!

Persuasão (1818) – da icônica Jane Austen, é um livro sobre a determinação de uma mulher que perde o amor de sua vida por influência de sua família e decide não casar por interesse ou recomendação dos pais. Ter amor é seu objetivo! Parece simples, né? Mas na época era quase impossível.

fotos divulgação

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