Casagrande teme não conseguir pagar a folha em janeiro

Publicado em às 9:45.
Por Luciana Maximo

No discurso do governador eleito, Renato Casagrande, durante encontro com dirigentes e militantes do PSB sábado, ele disse que está tomando pé da situação do estado

O governador eleito no Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) e a vice, Jacqueline Moraes falaram aos dirigentes partidários, militantes, deputados eleitos, candidatos a deputados estaduais e federais e todos os que se fizeram presentes, na manhã deste sábado, 08, no Auditório do Sindipães, no bairro Novo México, em Vila Velha/ES. No discurso de Renato ele destacou a preocupação com os desafios que irá encontrar.

Renato ressaltou as dificuldades que deverá encontrar assim que assumir o comando no Palácio Anchieta no próximo dia 01, disse que está tomando pé das ações do governo Pauto Hartung, ou seja, de todos os atos assinados de julho de 2018 em diante. Aquilo que soar esperteza, certamente será descartado.

Renato teme as finanças do estado, embora o atual governo esteja recebendo prêmio por colocar o ES nota A em gestão fiscal, Casagrande lembrou quem 2014 o Espírito Santo também foi nota A e esta é uma obrigação de quem está no governo manter a classificação.

Iniciou o discurso com o Auditório lotado convidando a todos para participar da posse no dia 01, as 16 horas. “Quero vocês presentes no dia 01, é feriado, ninguém tem nada pra fazer, vamos lá todos as 16h00. As 14h30 nós vamos a Assembleia Legislativa, a Assembleia vai anunciar a posse e depois nós vamos lá abraçar os amigos. Comecei convidando porque na verdade o convite se traduz um agradecimento a todos vocês pelo carinho, pelo apoio, pela força que vocês nos deram nestas eleições”, reconheceu.

Tomando pé

Casagrande advertiu que os atos do Hartung que soam esperteza ele vai analisar. “Dar uma ordem de serviço e uma obra contratada desde o meu governo, assinar a ordem de serviço agora é gol de mão no quadragésimo quinto segundo do segundo tempo, é uma esperteza. Esperteza a gente tem que analisar. Aquilo que não é esperteza, nós não vamos parar nada, eu respeito a sociedade capixaba, eu respeito à população”.

O governador assegurou que tem expectativas positivas do setor produtivo nacional, mas o Brasil vive na incerteza. Essa incerteza é que deve ser uma variável que deve colocar o governo numa posição cautelosa para começar o mandato. Posição cautelosa, segundo Casão, não é posição de deixar de fazer as cosias. “Posição cautelosa é que nós vamos fazer de tudo, trabalhar muito, vocês sabem que eu gosto de trabalhar. Nós vamos pegar firme nessa enxada para capinar essa roça, mas nós sabemos que tem que controlar custeio, tem que controlar pessoal, vamos fazer muitas coisas. Foi por isso que eu pedi a Assembleia e o Bruno Lamas me ajudou muito neste trabalho para que pudéssemos votar o orçamento no ano que vem, primeira razão por conta da incerteza que vamos viver na conjuntura nacional. Eu vou começar com o orçamento conservador, não posso começar com um orçamento que tenha um monte de expectativas penduradas nele. Eu não sei se eu consigo fazer o salário do servidor em janeiro, eu não sei se eu consigo fazer um bilhão e meio de obras que este atual governo enviou para a Assembleia, se durante os quatro anos dele ele não fez um bilhão e meio de obras, por que ele coloca no orçamento do ano que vem que vai ter um bilhão e meio de investimento. Eu preciso rever isto, eu preciso saber qual a herança real que eu vou receber, chega agora na fase final do governo ele assina convênio com todos os municípios, dá ordem de serviços de todas as obras, assume o Hospital Geral de Linhares, faz suplementações. Uma busca de fazer uma raspagem no tacho. Empréstimos, concursos, tudo agora a partir de julho. Nós vamos rever, eu Jacqueline, minha equipe de governo, vamos todos os atos assinados a partir de julho deste ano e vamos saber de fato o que nós temos de real para nós começarmos um governo. Se deixarem R$300 milhões de reais no caixa, isto é metade da folha de um pagamento de um mês. A folha de pagamento de inativos e ativos, judiciário, assembleia dá quase R$600 milhões por mês, se ele deixar R$300 milhões eu vou ter que arrecadar para pagar janeiro. Essas são as minhas preocupações”.

 

 

A luta é dura

“Nós vamos começar o governo numa época de intolerância e de muita exigência da sociedade. Eu preciso começar o governo com os dois pés no chão! São quatro anos de governo, não é um ano. Vamos começar com o pé no chão porque eu preciso saber como será o desempenho da economia e da política do governo federal. Eu sei que o Brasil está dando certo, já existe uma expectativa boa em torno do governo eleito. Os empresários estão mais animados, o Brasil vai crescer um pouco no ano que vem, só que o Brasil vai crescer na expectativa de que o governo vai realizar, mas ele vai ter que apresentar os resultados já no próximo ano, se vai conseguir votar as reformas, se vai conseguir dialogar com o congresso, com a sociedade, se vai ter boa relação com a imprensa. Tenho expectativa positivas do setor produtivo nacional, mas nós estamos vivendo na incerteza. Essa incerteza é que deve ser uma variável que nos coloque numa posição cautelosa para começar o governo. Posição cautelosa não é posição de deixar de fazer as cosias não, posição cautelosa é que nós vamos fazer de tudo, trabalhar muito, vocês sabem que eu gosto de trabalhar. Nós vamos pegar firme nessa enxada para capinar essa roça, mas nós sabemos que tem que controlar custeio, tem que controlar pessoal, vamos fazer muitas coisas. Foi por isso que eu pedi a Assembleia e o Bruno Lamas me ajudou muito neste trabalho para que pudéssemos votar o orçamento no ano que vem, primeira razão por conta da incerteza que vamos viver na conjuntura nacional. Eu vou começar com o orçamento conservador, não posso começar com um orçamento que tenha um monte de expectativas penduradas nele. Eu não sei se eu consigo fazer o salário do servidor em janeiro, eu não sei se eu consigo fazer um bilhão e meio de obras que este atual governo enviou para a Assembleia, se durante os quatro anos dele ele não fez um bilhão e meio de obras, por que ele coloca no orçamento do ano que vem que vai ter um bilhão e meio de investimento. Eu preciso rever isto, eu preciso saber qual a herança real que eu vou receber, chega agora na fase final do governo ele assina convênio com todos os municípios, dá ordem de serviços de todas as obras, assume o Hospital Geral de Linhares, faz suplementações. Uma busca de fazer uma raspagem no tacho. Empréstimos, concursos, tudo agora a partir de julho. Nós vamos rever, eu Jacqueline, minha equipe de governo, vamos todos os atos assinados a partir de julho deste ano e vamos saber de fato o que nós temos de real para nós começarmos um governo. Se deixarem R$300 milhões de reais no caixa, isto é metade da folha de um pagamento de um mês. A folha de pagamento de inativos e ativos, judiciário, assembleia dá quase R$600 milhões por mês, se ele deixar R$300 milhões eu vou ter que arrecadar para pagar janeiro. Essas são as minhas preocupações”.

 

Nota A

 

“Histórico de gestão fiscal responsável nós já temos no estado, nós entregamos o Estado em 2014 com nota A. É obrigação nossa não deixar o sistema fiscal se desorganizar, é obrigação nosso olhar o sistema de saúde, de educação, de segurança, de assistência social”.

A hora que acaba uma eleição, começa-se a transição e neste período já tem que ter propostas para o plano verão em janeiro, para o reinício das aulas em fevereiro, o sistema prisional que está se desorganizando. Acaba a eleição vem um conjunto de tarefas que não nos permite andar mais como a gente andava na pré-campanha e na campanha, depois há o afastamento, porque as tarefas e as responsabilidade de quem vai governar já são tantas, montar a equipe de governo que aponta para aquilo que a sociedade nos deu de tarefa. De fazer a transição política neste estado, os líderes que estão aí estão chegando num ponto em que não liderarão mais por muito tempo.

 

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