Cachoeiro terá programação cultural e ecológica para celebrar Luz del Fuego

Publicado em às 17:26.
Por Assessoria de Comunicação

Faz parte da agenda a inauguração de painel artístico em homenagem à artista cachoeirense

 

Em Cachoeiro, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher (8 de março) continuam, na próxima semana, com uma série de eventos alusivos à dançarina Luz del Fuego (1917-1967), uma das filhas mais ilustres da cidade, que dedicou sua vida, dentre outras causas, ao empoderamento da figura feminina na sociedade brasileira.

Promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Semcult), a programação – que também abordará o respeito à natureza, outra questão defendida por Dora Vivacqua (nome de batismo de Luz) – conta com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), do colégio Ciac Raymundo Andrade, do Centro Universitário São Camilo e das comissões de Direitos Humanos e da Mulher Advogada da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES) no município.

A agenda terá início na terça-feira (12), no Ciac, na região central. Alunos dessa instituição de ensino privado e da escola Lions vão participar, às 9h, de bate-papo com a Polícia Ambiental sobre o tema “Fauna silvestre no meio urbano”.

No mesmo horário, o Grupo de Resgate Animal Patinhas estará com estande na área externa do Ciac, onde ficará até as 20h, para atividades de conscientização, panfletagem e, ainda, exposição de animais domésticos em recuperação pós-resgate. Às 18h30, haverá plantio de mudas de Ipês amarelos na calçada da rua Rui Barbosa, no trecho entre o colégio e o Banco do Brasil.

Mural artístico

O primeiro dia da agenda chega a seu ponto alto com a inauguração do painel artístico “Luz del Fuego”, no muro em frente ao Ciac, marcada para as 19h. Fruto de projeto contemplado pela Lei Rubem Braga (de incentivo à cultura no município), o mural em homenagem à Dora é de autoria do artista visual Rudson Costa.

A pintura trará à tona elementos naturais de Cachoeiro, com destaque para a personalidade de Luz del Fuego, que será retratada como uma espécie de Mãe Natureza. Antes de receber o desenho, o muro, que tem cerca de 210 metros quadrados, recebeu melhorias feitas pela Secretaria Municipal de Obras (Semo), que também reformou a escada e a calçada adjacentes à estrutura.

“Luz del Fuego é um símbolo que marcou a sociedade cachoeirense e, como um todo, a sociedade brasileira. Ela enfrentou um momento conservador, o preconceito e a violência, por meio do naturismo, da dança, de seu sorriso, de sua impulsão política e de sua coragem. Lamentavelmente, Luz teve sua vida dizimada ainda muito jovem, assim como tantas outras mulheres, atualmente. Então, retratá-la em pintura, no muro, é muito mais do que produzir um desenho. É trazer à tona o olhar e o debate acerca da conscientização do respeito à mulher, numa mescla de arte, cultura e empoderamento”, salienta Valquíria Volpato, consultora interna da Semcult.

Direitos da mulher

A programação segue na quarta (13), às 18h30, no campus I do Centro Universitário São Camilo, no bairro Paraíso, com um fórum de debates acerca da biografia de Dora Vivacqua, direitos da mulher e assuntos afins e, na sequência, exibição de documentário sobre Luz del Fuego.

O encerramento acontecerá na quinta (14), na praça Jerônimo Monteiro, Centro. Lá, às 18h, será organizado o sarau informativo “Que Haja Luz!”, com a participação das comissões de Direitos Humanos e da Mulher Advogada da OAB/ES.

“Infelizmente, ainda existe uma grande mistificação em torno do termo ‘Direitos Humanos’, e um dos desafios enfrentados pelos que fomentam a causa é mostrar que a abrangência desse tema não se limita ao cenário prisional. O sarau ‘Que Haja Luz!’ nos dará a oportunidade de esclarecer temas sensíveis à sociedade civil e que estão intrinsecamente relacionados aos Direitos Humanos, como a promoção à igualdade de gênero e combate à violência contra a mulher, cumprindo com os compromissos institucionais da OAB”, destaca Mariana Duarte, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/ES.

“Comemorar Luz del Fuego e as questões que sua história nos fazem refletir representa um passo importante em direção à valorização da pessoa. As políticas públicas de cultura são ferramentas que devem ser usadas, também, para descortinar preconceitos”, avalia Fernanda Martins, secretária municipal de Cultura e Turismo.

 

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