A eleição que foi sem nunca ter sido

Publicado em às 13:19.
Por Da redação

Será que podemos dizer que na Câmara de Anchieta/ES temos dois presidentes? Seria algo surreal? Para alguns, sim! Para outros, não. O fato é que temos um presidente de fato. Teríamos um presidente de direito, Cleber Pombo?

Cleber Pombo saiu da sessão desta terça-feira, com seis votos declarados: o de Beto Caliman, o de Alexandre Assad, o de Professor Robinho, o de Geovane Meneguelle, de Zé maria e o dele próprio.

Convém lembrar que a Matemática é a única ciência exata do mundo. Se você juntar economia, medicina, ou geometria nenhuma delas é exata, mas de 11 vereadores, tendo um grupo já declarado voto de seis, os outros cinco jamais conseguirão empatar, quanto mais ganhar.

A Câmara de Anchieta não é como a música de Caetano Veloso em que tudo está certo como dois e dois são cinco.

Por um lado, os vereadores reconhecem não foi uma sessão para se chamar de gloriosa, aliás foi inglória, pois expos as vísceras do Legislativo, em que se debateu, o grupo dos seis questionou o presidente Tássio Brunoro por que não colocou em votação o requerimento verbal de Professor Robinho para que a eleição fosse realizada, se baseando em documentos anteriores que adiava a eleição.

O presidente Tássio resistiu às pressões, apesar de ser novo, com menos de um ano e meio de mandato ele resistiu sozinho contra uma plateia de 200 pessoas, contra meia dúzia de vereadores, alguns bem experientes como Robinho e Meneguelle e um guerreiro com a palavra, Beto Caliman que acabou fazendo dessa vez uma comparação pobre se comparada as ricas metáforas quem sempre lança mão. “Casa de puta governada por sacana”. Arrancou aplausos, mas não valeu, o time era quase todo composto pelos seis. Ficou bem feio o desfecho final. Tássio estava cercado pelo jurídico e não colocou em votação a eleição da Mesa Diretora. Há quem diga que resgou o Regimento Interno, ele diz que não, que o respeitou.

Houveram ameaças, choros, ranger de dentes e alguns dos nobres cavalheiros nervosos chegaram a afirmar que o presidente colocou em risco o próprio mandato.

Já nesta quarta-feira com os ânimos mais calmos, alguns vereadores procuram um entendimento para que a instituição não saia arranhada pois desde o gabinete era rosa não se tinha suas vísceras expostas publicamente, exceto, na época da malfadada Fundação Padre José Maria.

Menos mal que não foi por falcatrua e nem escândalos, mas sim as suas vísceras políticas e jurídicas. O grupo dos cinco perdeu uma liminar na justiça concedida pelo juiz Drº Marcelo Matar, mas entrou com outra para que a eleição seja marcada.

O presidente Tássio Brunoro tem até 31 de janeiro para convocar a próxima eleição, poderá usar o prazo regimental, a quem diga que sim, porque se ele perder a eleição aí sim teremos de fato e de direito, um presidente em exercício e um presidente eleito.

Os teoricamente perdedores procuram uma maneira de fazer uma composição com o grupo vencedora a questão das comissões e de cargos na mesa.

O Executivo chegou à conclusão que não deve se meter nesta disputa do Legislativo, o que faz muito bem, ele já tem problemas demais para resolver.

Resumo da balada, é a segunda vez que o presidente Tássio Brunoro tenta fazer uma eleição e não consegue, será que haverá uma terceira tentativa? Creio que não, a caneta está nas mãos dele e até acabar o seu reinado, quem dá o tom é ele. E segue o baile!

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